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Entrevista Rachel Fine.

  • 24 de jul. de 2017
  • 3 min de leitura

ZAPPHY – Eu escutei ao seu novo CD e à sua música e digo que é bastante difícil de categorizar ela. Digo isso porque tem tantas nuances e tantas formas diferentes de se ouvir que fica muito difícil fazer isso. Algumas vezes se aproxima ao blues, outras ao pop e algumas vezes uma mistura de vários ritmos. Isso foi proposital ou você canta aquilo que te deixa feliz?

Rachel Fine – Obrigada! Eu gosto do fato de minha música ser difícil de ser categorizada, pois acredito que conseguimos criar a nossa própria identidade musical. Nós não tentamos fixar um estilo pré-determinado... só escrevemos deixamos a coisa acontecer meio que naturalmente. Definitivamente existe muita influência neo soul e do hip-hop, mas buscamos muita coisa do funk da déada de 70 e do som eletrônico. De forma geral, eu acho bacana pensar que pode ser visto como música para fim de noite pra relaxar com uma garrafa de cachaça, pois é um som bastante íntimo e macio!


ZAPPHY – Tem tanta coisa acontecendo na Europa e nos EUA que a gente, por aqui, acaba ficando sem saber. Mas se eu não estiver enganado, tem músicos brasileiros tocando contigo. Isso te aproxima do Brasil? Isso aumenta as chances de você vir aqui fazer shows?

Rachel Fine – Sim, meu guitarrista (Henry Gustavo Gonzalez) tem família em Fortaleza. Nós amamos a música brasileira, como por exemplo Jorge Ben, Joao Donato, Gal Costa, Caetano Veloso, Martinho Da Vila e Seu Jorge. Temos a esperança de que iremos sim aí para o Brasil fazermos alguns shows.


ZAPPHY – Fale um pouquinho sobre este seu álbum de estréia (Own your own). Mesmo que a sua voz seja incrivelmente macia e delicada, o album em si é pesado e denso. Porque você escolheu fazer um álbum que vai da doçura à escuridão?

Although your voice is incredibly soft, the álbum is dark. Why did you choose to make this mix between tenderness and darkness?

Rachel Fine – Esta é uma forma muito bonita de descrever o album. Eu só queria escrever algo honesto e que viesse direto de meu coração. Todas as letras refletem a minha vida, então eu ofereci muito do que eu sou e o que experimentei através deste álbum. Quando Timothy Schletter compos a música, ele começou com as minhas letras. Dali em diante ele achou um ritmo mais denso que refletia sonoramente o que eu tentava dizer. Como eu disse, o álbum é bastante íntimo!


ZAPPHY – No mundo todo, temos problema com a pirataria. Aqui no Brasil acredito eu por causa da pobreza, é um pouco maior. Você acredita que este problema pode ser resolvido? Porque a indústria fonográfica não abaixa os preços e ataca o mal pela raiz?

Rachel Fine – É uma pergunta dificil. Como artista, nós dependemos da venda de CDs para sobreviver, pagar o aluguel e nos financiar para continuarmos a fazer música. Mas ao mesmo tempo, a música é feita para ser escutada. Eu prefiro que alguém, independente de sua condição de comprar ou não um CD, escute à minha música. Acredito que a distribuição digital mudou muito a indústria fonográfica de forma que ela está se adaptando a este novo formato. Ultimamente, não tenho relacionado música com dinheiro, e sim, muito mais relacionado á diversão e criação, e ao mesmo tempo, uma experiência de me conectar com pessoal em um nível diferente.


ZAPPHY – Você já está trabalhando em um novo projeto, como um novo álbum ou DVD?

Rachel Fine – Nós ainda estamos nos degraus primários do próximo disco. É muito bacana e excitante começar de novo depois de me entregar inteira ao último disco. Eu aprendi muito no último ano e pretendo continuar com a mesma honestidade musical. Eu não tenho planos imediatos para um DVD, mas estou gravando meu primeiro videoclipe. Eu coloco muita coisa de minhas performances ao vivo em meu site e também no you tube: http://rachelfine.com / http://youtube.com/rachelfinemusic .


ZAPPHY – Uma mensagem final aos seu fãs e aos leitores da revista ZAPPHY.

Rachel Fine – Gostaria de dizer muito obrigada! Nós realmente damos muito valor e atenção aos nossos fãs aí no Brasil. Muito obrigado por todo apoio e estou louca para visitar o Brasil!



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